13 de Setembro, 2018

A misericórdia é o estilo do cristão, diz Papa

Em Missa na Capela da Casa Santa Marta, Francisco fez reflexão sobre o estilo misericordioso do cristão

Na homilia da Missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira, 13, o Papa Francisco voltou a refletir sobre o estilo cristão. Desta vez, o ponto de partida foi o Evangelho de Lucas, proposto pela Liturgia do dia. “O Senhor sempre nos indica como deve ser a vida de um discípulo, por exemplo, por meio das bem-aventuranças ou das obras de misericórdia”, disse Francisco.

Modo de vida cristão

O Santo Padre observou que, de maneira particular, o Evangelho do dia concentra-se em quatro orientações para a vida cristã: «Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam».

Durante a homilia, o Papa observou que os cristãos nunca devem entrar nos “mexericos” ou na “lógica dos insultos”, o que gera apenas guerra, mas, encontrar sempre o tempo de “rezar pelas pessoas incômodas”.

“Este é o estilo cristão, este é o modo de vida cristão. ‘Mas, se eu não fizer essas quatro coisas, (...) não sou cristão?’. Sim, você é um cristão porque recebeu o Batismo, mas não vive como um cristão. Vive como um pagão, com o espírito do mundanismo”, declarou.

A loucura da Cruz 

Francisco apontou ainda que é mais fácil falar mal do inimigo, ou daqueles que são de um partido diferente, mas a lógica cristã vai contracorrente e segue a “loucura da Cruz”.

“O fim último é chegar a comportar-nos como filhos de nosso Pai. Somente os misericordiosos se assemelham a Deus Pai. ‘Seja misericordioso, como vosso pai é misericordioso’. Este é o caminho, o caminho que vai contra o espírito do mundo, que pensa o contrário, que não acusa os outros; porque, entre nós, existe o grande acusador: aquele que sempre vai nos acusar diante de Deus, para nos destruir. Satanás, ele é o grande acusador. E quando eu entro nesta lógica de acusar, amaldiçoar, procurar fazer mal ao outro, entro na lógica do grande acusador que é destruidor, que não conhece a palavra ‘misericórdia’, não conhece, nunca a viveu”, ressaltou o Pontífice.

Somente a misericórdia

Concluindo a reflexão, o Santo Padre notou que a vida, portanto, oscila entre estes dois convites: o do Pai e do grande acusador.

“Você não pode entrar na lógica do acusador. ‘Mas padre, eu devo acusar’. Sim, acuse a você. Vai fazer bem a você. A única acusação lícita que nós cristãos temos é acusar a nós mesmos. Para os outros, somente a misericórdia, porque somos filhos do Pai que é misericordioso”, finalizou o Papa.


Fonte: Amex, com Vatican News


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