07 de Dezembro, 2017

A oração é como combustível rumo à plena unidade, diz Papa a luteranos

Em audiência com presidência da Federação Luterana Mundial, Francisco recordou momentos que marcaram ecumenicamente o ano da comemoração da Reforma

O Papa Francisco recebeu em audiência no Vaticano, nesta quinta-feira, 7, a presidência da Federação Luterana Mundial. À delegação, liderada pelo secretário-geral, Dr. Musa Filibus, ele dirigiu um discurso ressaltando os momentos que marcaram ecumenicamente o Ano da Comemoração da Reforma, que acaba de ser concluído.

De modo especial, Francisco recordou sua visita a Lund, na Suécia, em outubro de 2016, quando se rezaram juntos para que da graça de Deus brote e floresça o dom da unidade entre os fiéis. “Somente rezando, podemos custodiar uns aos outros. A oração purifica, fortifica, ilumina o caminho, faz ir avante. A oração é como o combustível da nossa viagem rumo à plena unidade”.

“Reconhecendo-nos irmãos, podemos olhar para a história passada e agradecer a Deus porque as divisões dolorosas confluíram, nas últimas décadas, num caminho de comunhão, no caminho ecumênico suscitado pelo Espírito Santo. Este caminho nos levou a abandonar antigos preconceitos, como aqueles sobre Lutero e a situação da Igreja naquele período”, disse o Papa.

Ele enalteceu também o diálogo entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. “Com a memória purificada, hoje podemos olhar com confiança para o futuro. Nunca mais poderemos nos permitir ser adversários ou rivais. Se o passado não pode ser mudado, o futuro nos interpela: não podemos nos subtrair, agora, da busca e da promoção de uma maior comunhão na caridade e na fé”.

O Santo Padre pediu ainda vigilância diante da tentação de parar no meio do caminho. O impulso para prosseguir pode vir de duas frentes: a caridade e o martírio. Os pobres são “indicadores preciosos” do caminho, que chama a tocar suas feridas com a força restauradora da presença de Jesus. Já quem sofre de modo heroico para testemunhar Cristo, impele a uma fraternidade sempre mais real.

“Querido irmão, invoco de coração todas as bênçãos de Deus e peço ao Espírito Santo, que une aquilo que está dividido, de efundir sobre nós a sua sabedoria mansa e corajosa”, concluiu o Papa.


Fonte: Amex, com Rádio Vaticano


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