05 de Outubro, 2018

Sínodo destaca que a Igreja quer sonhar com os jovens e caminhar com eles

Vocação, migrações, afetividade e sexualidade são alguns dos temas discutidos pelo Sínodo dos Bispos que discute a juventude

Realizou-se no início da tarde de ontem (04), na Sala de Imprensa da Santa Sé, o primeiro briefing dedicado à XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O momento foi conduzido pelo prefeito do Dicastério vaticano para a Comunicação, Paolo Ruffini, em encontro com jornalistas. Com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o encontro sinodal teve início no Vaticano na quarta-feira, 03 de outubro, e prosseguirá até o próximo dia 28.

Desejo constante de sonhar com os jovens

Estavam presentes na reunião o prefeito do Dicastério vaticano, para a Comunicação e presidente da Comissão Sinodal para a Informação, Paolo Ruffini; a colaboradora do secretário especial do Sínodo e docente de Sociologia e processos culturais e comunicativos da Universidade Católica de Milão, Chiara Giaccardi; o Bispo de Quilmes e Padre Sinodal eleito pela Conferência episcopal argentina, Dom Carlos José Tissera; e o jovem vietnamita, auditor no Sínodo, Joseph Cao Huu Minh Tri.

Ruffini destacou que os 25 pronunciamentos feitos até a segunda Congregação Geral na Sala do Sínodo evidenciaram o “desejo constante de sonhar com os jovens, para fazer a Igreja caminhar com eles.”

Discernimento e credibilidade da Igreja

O prefeito do referido Dicastério Vaticano apresentou aos jornalistas os muitos temas tocados: o do descarte, da afetividade e da sexualidade, bem como das migrações e da vocação, “no sentido mais amplo: a vocação à dimensão mais bonita e espiritual da vida, a relação com Deus”. E também, o tema da “credibilidade da Igreja”.

Durante alguns testemunhos, o Presidente da Comissão Sinodal, Ruffini, precisou reiterar um pedido de perdão, não somente pela questão “dos abusos”, mas também por todas as vezes que, de acordo com ele, a Igreja “não esteve à altura de seus deveres.

Discernir e caminhar realmente juntos

Em uníssono, os participantes do Sínodo expressaram satisfação pelo pedido do Papa Francisco a um intervalo de silêncio de três minutos entre um pronunciamento e outro. Ao exprimir uma opinião, o Bispo de Quilmes, Dom Tissera, disse que foi uma escolha “útil” para discernir, e de “caminhar realmente juntos”.

Segundo o diretor da revista jesuíta “La Civiltà Cattolica” e secretário da Comissão sinodal para a informação, Pe. Antonio Spadaro, o Sínodo não é um parlamento, mas um lugar de discernimento; um lugar espiritual, não um debate de ideias.

Coerência e concretude

O Bispo de Quilmes, em seguida, expressou que este Sínodo “é um momento privilegiado para a Igreja” para colocar-se à “escuta” dos jovens, que representam “uma bênção”, uma escuta capaz também de perceber seus silêncios.

Em continuidade à reunião, o prelado destacou que esta oportunidade deve sobretudo permitir à Igreja oferecer aquela coerência que os jovens buscam, ajudar e favorecer “o encontro entre Jesus e os jovens”. “Os bispos, os sacerdotes representam “intermediários” desta amizade e devem recordar aos jovens que a vida deles é preciosa e que não estão sozinhos”, acrescentou.

Jovens: encontrar “as verdadeiras paixões da vida”

Ao concluir o briefing, a colaboradora do secretário especial do Sínodo, Chiara Giaccardi, tomou a palavra e evidenciou a concretude dos testemunhos pronunciados na Sala do Sínodo e a tangível vontade de colocar-se à escuta. Finalizando o momento, um jovem auditor vietnamita, que participava do momento, se propôs a testemunhar, expressando a alegria de participar deste encontro sinodal e fez votos de que a Igreja ajude sempre mais os jovens, para além das muitas dificuldades, a encontrar “as verdadeiras paixões” da vida.


Fonte: Amex, com Vatican News


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