11 de Agosto, 2016

A vocação sacerdotal de Pe.Donizetti

Na vida do Pe.Donizetti Tavares de Lima percebemos o chamado de Deus à vocação sacerdotal de uma maneira bem clara e nítida
            No mês de agosto a Igreja no Brasil celebra o mês vocacional. É uma tradição que vem desde 1981, quando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu a celebração do chamado de Deus a cada pessoa, buscando conscientizar as comunidades em torno de uma cultura vocacional. 
          Na vida do Pe.Donizetti Tavares de Lima percebemos o chamado de Deus à vocação sacerdotal de uma maneira bem clara e nítida. Como qualquer jovem de sua idade, ele também tinha dúvidas com relação ao futuro. Rezava e pedia com frequência a Nossa Senhora Aparecida que o iluminasse e mostrasse qual o caminho a seguir na vida pessoal e profissional. “Que Deus me ilumine, dizia. Faça-se em mim segundo a Vossa Vontade”.  
         Seguir a carreira do pai que era advogado e auxiliá-lo em Franca? Seguir a carreira de músico ou professor de música no Seminário Diocesano de São Paulo? Seguir a carreira eclesiástica? O jovem Donizetti dedicava todas suas horas cada vez mais ao estudo, diferentemente de seus colegas universitários. Em 1900 iniciou o curso preparatório da Faculdade de Direito no Largo de São Francisco, mas sentiu que as ciências jurídicas não preenchiam seus anseios. Em 1903 matriculou-se no Curso de Filosofia do Seminário de São Paulo. Estava aguardando mesmo um sinal de Deus para decidir o que fazer. E o sinal chegou.
         Certo dia caia uma chuva muito forte, Donizetti foi à Igreja São Francisco que estava deserta. Chegou até o altar e rezou fervorosamente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus. Depois de muito orar, fez um pedido:” Minha Nossa Senhora, dai-me luz! Fazei com que eu encontre minha verdadeira vocação”. Continuou orando de cabeça baixa, até que uma voz lhe chamou:”Donizetti! Donizetti! Levantou a cabeça lentamente e se deparou com o Bispo Dom João Baptista Corrêa Nery, que lhe disse:”Donizetti, faz tempo que estou procurando por você. Ouvi sua prece e acho que posso lhe dar o sinal que pediu. Tua verdadeira carreira é o sacerdócio. Convido-te para ser um dos meus. Vamos para Pouso Alegre, para o Seminário.”
        Donizetti levanta-se, beija a mão de seu protetor (que seria o seu mentor espiritual) e o acompanha. O sinal “divino” havia chegado. Escreve para sua mãe, dona Chiquinha, dizendo:”Minha querida mamãe, foi um verdadeiro milagre de Nossa Senhora Aparecida!”
       Ele começou uma vida totalmente nova em Pouso Alegre. A transferência deu-se em 20 de fevereiro de 1905: foi excardinado da Diocese de São Paulo, onde recebera a tonsura e se tornara clérico. Foi incardinado em Pouso Alegre no dia 29 de maio de 1906. Em 12 de julho de 1908, na catedral de Pouso Alegre, o diácono Donizetti recebeu o presbiterato e se tornou sacerdote para sempre.
         Se as ciências jurídicas perdeu um legítimo representante, os meios sociais e eclesiásticos ganharam um verdadeiro “Santo”. Seu sacerdócio sempre inspirado nos preceitos de Jesus Cristo, desapegado de bens materiais e sempre batalhando pelos pobres e necessitados. Assim foi sua vida religiosa, cuidava de seu rebanho não só na igreja, mas também fora dela, naquilo que pudesse fazer para ajudar o povo tão sofrido. Figura humana extraordinária, banhada de luz. Servo de Deus Pe.Donizetti, um exemplo de fidelidade pela vocação escolhida.