09 de Dezembro, 2019

Como Maria, fazer da vida um sim a Deus, pede Papa

No Angelus deste domingo, 08, Francisco lembrou a Solenidade da Imaculada Conceição

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus neste domingo, 08, Solenidade da Imaculada Conceição, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice recordou que esta solenidade está situada no contexto do Advento, o tempo de espera. “Deus realizará o que prometeu, mas na festa de hoje nos é anunciado que algo já está cumprido, na pessoa e na vida da Virgem Maria. Consideramos hoje o início desse cumprimento, que se realiza antes do nascimento da Mãe do Senhor”, disse.

Criatura cheia de graça

O Santo Padre observou que a imaculada conceição leva ao momento preciso em que a vida de Maria começou a ‘palpitar’ no seio de sua mãe: “ali já estava presente o amor santificador de Deus, preservando-a do contágio do mal que é uma herança comum da família humana”.

Lembrando que no Evangelho deste domingo (Lc 1,26-38) ressoa a saudação do Anjo a Maria: «Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!», Francisco frisou que “Deus pensou e quis Maria desde sempre, em seu desígnio imperscrutável, como criatura cheia de graça, ou seja, repleta de seu amor”.

“Mas, para estar repletos é preciso abrir espaço, esvaziar-se, colocar-se de lado. Como fez Maria, que soube escutar a Palavra de Deus e confiar-se totalmente à sua vontade, acolhendo-a sem reservas em sua vida. E, nela, a Palavra se fez carne. Isso foi possível graças ao seu ‘sim’. Ao Anjo, que lhe pergunta se estava disponível para se tornar a Mãe de Jesus, Maria responde: «Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra»”, acrescentou.

Serva do Senhor

De acordo com o Papa, Maria não coloca obstáculos ao Senhor, mas com prontidão se confia e abre espaço para a ação do Espírito Santo: “Coloca imediatamente à disposição de Deus todo o seu ser e sua história pessoal, para que sejam a Palavra e a vontade de Deus a moldá-los e levá-los à termo. Assim, correspondendo perfeitamente ao projeto de Deus sobre ela, Maria torna-se a ‘toda bela’, a ‘toda santa’, mas sem a menor sombra de envaidecimento. É uma obra-prima, mas permanecendo humilde, pequena e pobre. Nela se reflete a beleza de Deus que é amor, graça e dom de si”.

Nesse sentido, o Pontífice destacou as palavras com as quais Maria se define em sua entrega a Deus: “professa-se «a serva do Senhor»”. “O ‘sim’ de Maria a Deus assume desde o início um comportamento de serviço, atenção às necessidades dos outros. Isso é testemunhado pela visita a Isabel, que vem logo depois da Anunciação. A disponibilidade a Deus se confirma na disponibilidade de assumir as necessidades do próximo”, explicou.

“Tudo isso sem fazer clamores e ostentações, sem buscar lugares de honra, sem propaganda, porque a caridade e as obras de misericórdia não precisam ser exibidas como um troféu. As nossas comunidades também são chamadas a seguir o exemplo de Maria, praticando o estilo da discrição e do silêncio”, completou o Santo Padre.

Sim a Deus

Na conclusão de sua alocução, Francisco desejou “que a festa de nossa Mãe nos ajude a fazer de toda a nossa vida um sim a Deus, um sim de adoração a Ele e de gestos cotidianos de amor e serviço”.


Fonte: Amex, com Vatican News