03 de Junho, 2015

Encenação da última bênção pública do Pe.Donizetti: emoção, religiosidade e fé

Apesar da chuva que caia na cidade, o povo compareceu para acompanhar a encenação dirigida pelo diretor teatral Paulo Rogério Rocco
Aconteceu no domingo, 31 de maio, a encenação pública da “última bênção do Pe.Donizetti – 60 anos depois”, realização do Santuário Nossa Senhora Aparecida e da Associação Cultural Quintal das Artes. Milhares de pessoas acompanharam com muita emoção, religiosidade e fé, este momento histórico da vida do Pároco na cidade Tambaú-SP. Em 30 de maio de 1955, obedecendo ordens superiores, ele encerrou as bênçãos públicas que ministrava para multidões de pessoas que se comprimiam em frente a Casa Paroquial diariamente. A encenação pública ocorreu no mesmo local. Apesar da chuva que caia na cidade, o povo compareceu para acompanhar a encenação dirigida pelo diretor teatral Paulo Rogério Rocco.
          A celebração da missa no Santuário Nossa Senhora Aparecida marcou o início da comemoração. Posteriormente, na rua em frente a casa/museu do Pe.Donizetti, começou a procissão com a comitiva dos romeiros à cavalo, seguida dos outros romeiros que vieram a pé e na carroceria do “pau de arara”, um Chevrolet ano 51. O Coral do Santuário veio em seguida com os fiéis conduzindo a imagem de São José. Os cantores: Clayton Reis, Fábio Martins e Jadher Oliveira também participaram das interpretações musicais. Surgiram as crianças que adoravam o Pe.Donizetti. Todos os atores e figurantes em número de 250 usavam trajes da época.
          O correspondente Leonardo Teixeira Spiga Real anuncia o encerramento das bênçãos coletivas do vigário. Pe.Donizetti (representado pelo ator José Eli Costa) surge no palanque armado em frente sua casa, dizendo que sempre irá obedecer seus superiores hierárquicos. Pega a imagem de Nossa Senhora Aparecida e a ergue em direção ao povo. Os movimentos são seguidos pela atriz Maria Júlia Sena, vestida de Nossa Senhora. As bailarinas da SAT-Escola de Dança iniciam a coreografia representando a chuva de pétalas de rosas que são jogadas pelas máquinas. Pe.Donizetti se retira do palco.
          O radialista Francisco Donizetti Sartori passa aos ouvintes as informações sobre a chuva de rosas realizada no dia 22 de maio (dia de Santa Rita de Cássia), idealizada por Pedro Geraldo Costa da Rádio Nacional de São Paulo. Transmite também as informações da última bênção coletiva deste dia 30 de maio de 1955, dizendo que após essa data Pe.Donizetti irá se recolher. E, por fim, anuncia o vigário que retorna ao palco. Pe.Donizetti profere a última bênção, seguida de uma grande queima de fogos.
          O Pe.Anderson Godói de Oliveira, mps, pároco da Paróquia Santuário Nossa Senhora Aparecida, que abriu o espetáculo da encenação, faz também o encerramento, perante milhares de pessoas com as orações e a bênção final.